Darwin: Certo ou Errado?
Enquanto se comemoram os 200 anos de seu nascimento (dia 12), a árvore da vida – um conceito central na teoria da evolução – está para cair.

Ao descobrir que obedecemos às mesmas regras evolutivas dos chimpanzés, das orquídeas, até dos fungos e bactérias, tirou-nos do centro da criação.
Essas regras – o mecanismo da seleção natural, revelado com a publicação de A origem das espécies, há 150 anos – não estão em xeque, e só elas já lhe garantem o status de um dos maiores gênios que a humanidade produziu.
Onde está, então, o erro de Darwin?
Para Darwin, igual em importância à seleção natural estava o conceito da árvore da vida.
O conceito da árvore da vida está sob forte ataque. O ataque não parte do criacionismo, o movimento que repudia a seleção natural e defende a interpretação literal da origem bíblica do homem. Ele parte de um grande número de cientistas.
Quando os cientistas investigaram a evolução por meio da genética, perceberam que a árvore da vida era uma teia, a teia da vida.
“Sim, a árvore da vida agora tem a forma de uma teia. E daí? Isso não desmerece a obra de Darwin”
(Paleontólogo americano Niles Eldredge).
Nos anos 1990, passou a ser possível investigar a evolução no nível dos genes. Aí as coisas se complicaram. Havia algo de podre no reino evolutivo: como explicar a existência de trechos de DNA de cobra no genoma do gado?
A comparação dos genomas do homem com os do chimpanzé mostrou que 98,5% dos genes são idênticos, portanto, ambos tem um ancestral comum.